A série de reportagens Espionagem e grampos ilegais em DAS – publicada na revista Semana e assinada pelos jornalistas Ricardo Calderón, Alejandro Santos, Alfonso Cuéllar, Luz María Sierra e Carlos Eduardo Huertas – ganhou o principal Prêmio Latino-Americano de Jornalismo Investigativo, que é de US$ 15 mil.
O trabalho mostrou as interceptações telefônicas ilegais que o Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS) fazia para políticos da oposição, juízes e jornalistas, sem autorização judicial, e foi considerado a melhor revelação jornalística publicada no continente durante o ano de 2009.
Em segundo lugar, ficou o jornal O Estado de S. Paulo, com a série O Caso Sarney, assinada por Leandro Colón, Rodrigo Rangel e Rosa Costa. As reportagens revelaram a rede de corrupção e nepotismo implantada por José Sarney, ex-presidente do Brasil e atual presidente do Senado. Os jornalistas receberam o prêmio de US$ 10 mil.
A série denominada No caminho, publicada pelo site ElFaro.net, de El Salvador, ficou com o terceiro prêmio, de US$ 5 mil. Assinadas pelo jornalista Oscar Martínez, as matérias mostram uma investigação completa sobre as máfias que lucram e atuam na fronteira do México com os Estados Unidos.
Também foram entregues menções honrosas a 13 trabalhos finalistas de países como Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai e Venezuela.
O júri deste prêmio foi composto por Tina Rosenberg (EUA), Giannina Segnini (Costa Rica), Gustavo Gorriti (Peru), Marcelo Beraba (Brasil) e Gerardo Reyes (Colômbia). Ao todo, 230 trabalhos da região concorreram.
A Conferência Latino-Americana de Jornalismo Investigativo segue ao longo deste domingo e termina amanhã, segunda-feira, no início da tarde. Acompanhe a apresentação dos trabalhos e os debates ao vivo, neste link: http://www.ipys.org/colpin-2010/index.html
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